27 de nov. de 2010

Vivendo os contrários




A experiência humana se dá o tempo todo a partir de contradição. O grande desafio de toda pessoa é diminuir essas contradições ou pelo menos reconhecê-las. Muitas vezes as pessoas agem e depois olham para a sua ação e acham que não tem nada a ver com o que fez. Descobre uma inadequação entre aquilo que é com aquilo que fez. Apesar de não podermos retirar as contradições do nosso contexto, pois somos limitados, nós podemos conviver com elas, minimizando o poder que ela tem sobre nós. Basta ficarmos mais atentos a nós mesmos.
A vida precisa ser uma constante reflexão. Precisamos refletir quem a gente é, o que estamos fazendo e quais ambientes nós estamos freqüentando. Refletir a vida é um meio de diminuir as contradições. Ficamos mais felizes na medida em que estamos mais reconciliados com a vida.
Cada vez que conseguimos reduzir o contrário do que somos ou gostamos ficamos mais confortáveis, mais encaixados na vida. Ficamos mais satisfeitos, com o que somos, acreditando no que a gente acredita, trabalhando no que queríamos trabalhar. Se levássemos isso a sério o local de trabalho seria melhor. Muitas vezes passamos o dia todo com o coração pesado porque estamos vivendo uma incoerência. Quando resolvemos fazer as pazes com o ambiente que nos estar desagradando, é como se retirasse um peso que estava sobre nós.
O perdão é uma forma de minimizar a incoerência, é terapêutico. Muitas vezes não nos damos conta de que estamos sendo um empecilho para a felicidade do outro. Quando começamos a depositar no outro todas as nossas mágoas e infelicidades.
A existência humana é o território onde todas as contradições estão presentes e o autoconhecimento é muito importante para viver melhor.


Nós mudamos




É uma ilusão acreditar que as pessoas permanecem como eram antes. É necessário saber se adaptar as novas formas de viver das pessoas.

Quando queremos que sejam da mesma forma que eram antes é um egoísmo. É injusto querermos que o outro seja do mesmo jeito sempre, pois vivemos em constante mudança e perdemos a oportunidade de ter o outro como é hoje.

É natural que as pessoas nos vejam depois de algum tempo modificados.
Tudo o que a pessoa viveu sem a nossa presença fez com que ela seja o que é hoje. E precisamos conhecer o contexto da pessoa para que possamos compreendê-la. Não podemos julgar o ser humano, pois ele é construído pelo passado.
Nós entregamos aos amigos a chave que nos abre. A amizade faz com que conheçamos os outros a partir do que ele vai nos mostrando a cada dia. Começamos a perceber como ele reage quando está inseguro, com medo, fragilizado.
Se quiser entender uma pessoa, se quiser compreender porque ela age de tal forma entre no contexto dela.

19 de nov. de 2010

Saudades




É incrível como conhecemos várias pessoas ao longo da vida, muitas permanecem por um tempo maior e outras por um tempo menor, algumas somem por conseqüências da própria vida, cada um vai seguindo o seu rumo.
Existem pessoas que saem das nossas vidas e nem sabemos direito o porquê, simplesmente perdemos o contato, já outras nem fazem tanta falta assim, mas parecem estar constantemente nos perseguindo.
Gostaria de ressaltar as pessoas que vem para fazer alguma diferença e que só querem o nosso bem assim como elas, nós também sentimos o mesmo, são as pessoas que mais devíamos dar importância, a elas atribuo o título de anjos. Lindos e doces anjos que conseguem fazer toda a diferença. Mesmo que um anjo se vá, mesmo que percamos o contato com ele, sabemos que esse anjo se tornará inesquecível por todas as coisas boas que nos trouxe.
Assim como as ondas que chegam à beira da praia e voltam ao mar, as pessoas chegam à nossas vidas e voltam para chegar a outras vidas.