11 de ago. de 2015

Liberando o Fluxo


A blogueira Kiran Gandhi, de 26 anos, ganhou os holofotes nos últimos dias por conta de uma decisão inusitada que teve em abril deste ano, mas que só repercutiu após uma matéria recente na Cosmopolitan. Para correr sua primeira maratona, a de Londres, ela treinou durante um ano, no entanto, na véspera ela foi surpreendida pela menstruação.
Achando que seria desconfortável fazer a prova de 42 km tanto com um absorvente convencional quanto com um interno, Kiran decidiu que deixaria o sangue seguir seu fluxo natural na corrida.
"Todos dizem para os homens que seus mamilos vão sangrar por causa do atrito entre suas camisas e sua pele. Preocupei-me que um tampão poderia ter o mesmo efeito e me machucar", contou à publicação.
Kiran que é graduada em Harvard e também trabalha como baterista da cantora MIA, concluiu a corrida em 4h49min11seg. Entre os preparativos para a maratona, ela ainda organizou uma campanha junto com duas amigas e arrecadou o valor de 6 mil dólares em prol de uma instituição de combate ao câncer de mama.
“Correr uma maratona da maneira que você quer é uma maneira de transcender a opressão. No percurso da prova, o sexismo pode ser derrotado”, escreveu a jovem que se declara feminista em seu blog.
Gandhi afirmou também que, embora não tenha sido uma situação planejada com antecedência, sua atitude foi uma tentativa de aumentar a conscientização sobre as pessoas que não têm acesso aos produtos femininos e convocou as mulheres a não sentirem vergonha de menstruar.
“Corri com sangue escorrendo pelas minhas pernas para as irmãs que não têm acesso aos tampões e irmãs que, apesar de cólicas e dor, escondem e fingem que ela não existe. Corri para dizer: ‘ela existe e nós superamos isso todos os dias’”.
A atitude da corredora foi apoiada por sua família e amigos que posaram a seu lado para fotos no final da prova.


Fonte: https://estilo.catracalivre.com.br/comportamento/mulher-corre-maratona-menstruada-e-sem-absorvente-como-forma-de-protesto/

10 de ago. de 2015

O Casamento na Contemporaneidade

Na época de nossos bisavós e avós os relacionamentos eram mais simples e possuíam menos expectativas sobre cada um. Hoje com o avanço da tecnologia, o aumento da liberdade pessoal e igualdade de gênero as dificuldades e insatisfações no casamento aumentaram.
Hoje queremos ser e ter um companheiro (a) bem sucedido, ter uma vida sexual satisfatória, companheirismo, fidelidade, ajuda mútua de como educar os filhos, apoio, compreensão, entre outras expectativas mais.
E o que fazer diante dessa modernidade que nos trás milhares de possibilidades e desejos? Como manter o romantismo e todos esses desejos em ordem? O casamento precisa ser reformulado, é necessário pensar e sentir a relação de uma forma diferente. Saber que estamos muito exigentes e que o outro não é obrigado a nos corresponder é o primeiro passo.
O excesso de expectativas faz muitos casais entrarem em conflito, portanto atingir uma boa convivência perpassa pela inteligência emocional. A arte de conviver nos coloca em contato com a sombra, os defeitos, as expectativas, complexos e frustrações de cada um. Portanto o autoconhecimento é o ponto de partida.
A relação precisa ser equilibrada e não perfeita, assim como o ser humano nunca conseguirá atingir a satisfação total em todos os aspectos de sua vida o casamento também sempre haverá algo a ser melhorado, algo a ser conflitante. Cabe ao casal enxergar as suas dificuldades, se adaptar a esse outro tão diferente de si e elevar os pontos positivos da relação. Ou seja, as compensações.
É através do que o outro tem de melhor que decidimos ficar e seguir juntos. É necessário aprender a ceder, a se doar e a amar acima de tudo.