"Tudo
tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o
que se plantou". - Eclesiastes 3:1-2
Podemos
perceber cada vez mais a dificuldade das pessoas de deixarem as fases e os
momentos da vida fluírem de forma natural. Não existe mais a paciência que
nossos ancestrais possuíam em plantar e esperar florescer, deixar a chuva regar
e depois ver florir. Estamos cada vez mais ávidos pela realização de nossos
objetivos. Acreditamos em fórmulas mágicas para sermos felizes e esquecemos que
a vida é processual.
Se
antigamente os homens das cavernas precisavam estar em constante alerta para se
defenderem de animais selvagens, objetos reais e localizáveis, hoje temos que
lidar com as ameaças abstratas, aquelas que se encontram dentro de nós mesmos.
Dormimos e acordamos com essas ameaças. A vida moderna nos faz cada vez mais
competitivos, nos tornando seres patologicamente ansiosos. Somos tão apressados
com a gente e com o outro que corremos o risco de comprometermos o resultado
final da nossa jornada. Podemos acabar passando pela vida de forma superficial
e quando olharmos para trás podemos perceber que não sentimos o sabor da vida, no qual
encontramos através da espera.
É
importante viver cada dia com qualidade, o bonito é ver a construção das
coisas, cada passo, cada luta. A espera pode ser sofrida, mas alegria da
vitória nos faz esquecer toda dificuldade que se passou. A mulher quando se
torna mãe sofre durante nove meses até o dia de dar a luz, mas quando ver o
rosto do seu bebê tudo que se passou é transformado em amor e glória. Da mesma
forma são as nossas realizações, temos tempo para cada coisa e respeitar esse tempo
e saber esperar é permitir construir a nossa sabedoria de vida.
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