16 de jun. de 2014

O Sabor da Espera

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou". - Eclesiastes 3:1-2

Podemos perceber cada vez mais a dificuldade das pessoas de deixarem as fases e os momentos da vida fluírem de forma natural. Não existe mais a paciência que nossos ancestrais possuíam em plantar e esperar florescer, deixar a chuva regar e depois ver florir. Estamos cada vez mais ávidos pela realização de nossos objetivos. Acreditamos em fórmulas mágicas para sermos felizes e esquecemos que a vida é processual.
Se antigamente os homens das cavernas precisavam estar em constante alerta para se defenderem de animais selvagens, objetos reais e localizáveis, hoje temos que lidar com as ameaças abstratas, aquelas que se encontram dentro de nós mesmos. Dormimos e acordamos com essas ameaças. A vida moderna nos faz cada vez mais competitivos, nos tornando seres patologicamente ansiosos. Somos tão apressados com a gente e com o outro que corremos o risco de comprometermos o resultado final da nossa jornada. Podemos acabar passando pela vida de forma superficial e quando olharmos para trás podemos perceber que não sentimos o sabor da vida, no qual encontramos através da espera.
É importante viver cada dia com qualidade, o bonito é ver a construção das coisas, cada passo, cada luta. A espera pode ser sofrida, mas alegria da vitória nos faz esquecer toda dificuldade que se passou. A mulher quando se torna mãe sofre durante nove meses até o dia de dar a luz, mas quando ver o rosto do seu bebê tudo que se passou é transformado em amor e glória. Da mesma forma são as nossas realizações, temos tempo para cada coisa e respeitar esse tempo  e saber esperar é permitir construir a nossa sabedoria de vida.