
A humanidade sofre
ataques muito violentos da sociedade, devido à forma de viver contemporâneo que
não favorece o vínculo. Quando paramos para analisar a sociedade atual podemos
perceber que não há disposição das pessoas de se doarem umas as outras, vivemos
num mundo individualizado. Está cada vez mais evidente a fragilidade afetiva
das famílias, os relacionamentos estão cada vez mais transitórios, rápidos e
fugazes.
Diante de tantas
novidades e possibilidades o amor está cada vez mais difícil de sobreviver, ele
exige tempo, fidelidade e paciência. O amor é um sentimento que a gente nutri
com calma.
Karl Marx tem uma
frase muito interessante que diz: “Tudo o que é sólido desmancha no ar”.
Todas as estruturas
que até então eram sólidas, fixas, que davam segurança a sociedade se
desmancharam. A antropologia muda, o ser humano fica outro com esse tempo que
tudo se desmancha.
Apesar das pessoas
evoluírem, de tudo ficar cada vez mais avançado tecnologicamente falando as
necessidades humanas são as mesmas.
Por mais moderno que uma pessoa seja ainda necessitará de cuidados afetivos rudimentares. O conflito é de como conciliar dentro de nós a postura moderna que precisamos ter, de estar no mundo, de lidar com tantas possibilidades e ao mesmo tempo cuidar desse coração tão rudimentar, tão cheio de necessidades básicas.
Em tempos anteriores, as pessoas pensavam duas ou três vezes antes de se separar, antes de terminarem um casamento, mas hoje já não é mais assim. Isso acontece porque alimentamos o discurso de que precisamos ter pressa para resolver as coisas, que a nossa felicidade é urgente. Acredito nisso, porém a urgência de felicidade não pode nos retirar o bom senso de analisar nossas escolhas com cuidado.
Por mais moderno que uma pessoa seja ainda necessitará de cuidados afetivos rudimentares. O conflito é de como conciliar dentro de nós a postura moderna que precisamos ter, de estar no mundo, de lidar com tantas possibilidades e ao mesmo tempo cuidar desse coração tão rudimentar, tão cheio de necessidades básicas.
Em tempos anteriores, as pessoas pensavam duas ou três vezes antes de se separar, antes de terminarem um casamento, mas hoje já não é mais assim. Isso acontece porque alimentamos o discurso de que precisamos ter pressa para resolver as coisas, que a nossa felicidade é urgente. Acredito nisso, porém a urgência de felicidade não pode nos retirar o bom senso de analisar nossas escolhas com cuidado.
Nós fomos educados
para a modernidade, a competição perpassa a pedagogia. Os valores, a
solidariedade, a colaboração e os vínculos foram deixados de ser ensinados.
Se a modernidade nos
modificou demais, se estamos o tempo todo ávidos pelas possibilidades e mais
incapazes de aprender e ensinar os valores dentro de casa, a gente corre risco
de criar uma geração cada vez mais precária, que não sabe amar, respeitar,
colaborar, que não sabe conviver com as diferenças.
2 comentários:
Bela reflexão. Existem valores que deveriam ser natos a todos nós, mais que com o tempo evaporam-se de nossas atitudes.
"Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço." (Kant)
Você já ouviu falar do conceito de "modernidade líquida", de Bauman? Tudo a ver. Há um livro fantástico do Giddens que fala sobre afetividade e modernidade: "A transformação da intimidade". É massa.
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